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Projecto de Inserção Socio-Infantil atrai Jovens estrangeiros à Angola 

A experiência é de Sandra d´Onofrio 26 anos e Simone Galtmbert 27 anos, italianos no Projecto de Inserção Socio-Infantil (PISI), no município da Ganda província Benguela, em Angola. O PISI é uma Organização Não Governamental angolana, criada pelo padre Adriano Ukwatchali, junto da comunidade universitária “Gostei muito da maneira dele de falar, da interpretação que dava dos factos e do entusiasmo e amor pela sua terra” , disse Sandra.
Sandra d´Onofrio é formada em Relações Internacionais. Ela disse que foi numa conferencia na Universidade Católica de Milão que teve contacto com o Adriano Ukwatchali. Em relação ao seu curso académico, afirmou que o projecto PISI em muitos aspectos encarna a parte prática da teoria aprendida na Universidade, sustentada por teorias e ideias aprendidas em algumas cadeiras de faculdade, sobretudo ligado ao desenvolvimento sustentável e a educação no caminho do desenvolvimento.
Para a jovem italiana, na Ganda, o projecto visa mobilizar a própria comunidade local: “sem trabalhar muito com a comunidade local pode ser uma coisa boa aberta, mas vai embora logo” , disse. Para os moradores da Ganda beneficiados com o projecto esse é o mérito do PISI em relação à outros projectos parecidos. “O Projecto de Inserção Sócio Infantil (PISI) parece uma coisa nossa” , disse João Baptista, um dos sobas da Ganda que trabalha com o PISI. Na sua experiência defende que foi bem recebida, mas : “ há sempre os problemas interculturais, porque para além de falarmos uma língua diferente falamos linguagens diferentes e isso dá sempre qualquer incompreensão” argumentou. Para Sandra seria muito bom como estrangeira falar a língua local. Para ela, na Europa se você conhece uma língua mais facilmente dominará outras línguas por que os níveis de comunicação são parecedidos. “Aqui se percebe que o sistema de comunicação é muito diferente das línguas europeias e aprender uma língua local é aprender um sistema de comunicação” opinou. Na presente conjectura da mundialização da cultura ou globalização como chamam alguns, Sandra d´Onofrio defende o equilíbrio na proposta de cooperação entre as culturas: Não se pode dizer que tudo que é local é bom, as culturas podem mudar aceitando valores que possam vir de fora dela.
Sandra é a primeira de dois irmãos. Filha de Fancesco e Hannelore. Longe da família, não se arrepende da decisão que tomou. Além da satisfação humana de estar ao lado dos que sofrem, disse que aproveita bem o seu tempo habilitando o seu curso de faculdade em Relações Internacionais as relações entre povos na comunidade africana da Ganda / Angola /Benguela, no projecto do PISI. As dificuldades não são poucas, a falta de recursos para ampliar as estruturas de acolhimento das crianças é uma delas. Fale com Sandra e dê a sua opinião: sandra.donofrio@gmx.de
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